Está tudo muito estranho agora. E sinto que não é só comigo. Depois de uma greve de quase três meses da nossa querida Universidade de Brasília, de uma viagem em família e desencontros amorosos fantasma eu começei a mudar. É, na verdade, uma forma bem peculiar de mudar, mas bem simples. Eu acordo todo o dia e (além de finalmente me arrumar direito) digo para mim mesma que estou mudada. O engraçado é que o que mudou na verdade foi a minha vontade prática de mudar. E está bom até agora. Mas até quando?
Hoje tive a prova de fogo. Há tempos tenho que entregar um trabalho muito trabalhoso (=P) que exigia tempo e estresse de mim. Tempo e estresse que deixei de lado durante a greve. Resultado: eu não tinha absolutamente nada de produtivo para entregar ao meu professor. Agora com a minha nova resolução, resolvi "soltar a corda", como diz o meu irmão: eu estava determinada a trancar a matéria e dedicar o tempo necessário ano que vem. Covarde do jeito que sou, não tive coragem de trancar a matéria, então o trabalho ficou feito nas coxas. Mas a resolução ainda estava de pé; eu realmente soltei essa corda. Não estava me importando nem um pouco com a nota baixa do trabalho (que ainda virá).
Acontece que, quando cheguei em casa e abri meu email, vi uma mensagem do meu professor me pedindo que fosse ajudá-lo com a prova, já que sou sua monitora. Devo acrescentar aqui que meus deveres como monitora são limitados. A não ser que meu professor realmente esteja precisando de ajuda, ele quase não me chama. É o sonho de muitos monitores por aí. Então, a prova passou, eu não olhei meu email e a consciência pesou. Pesou porque eu tinha tomado para mim mesma como obrigação aparecer quando tinha prova, já que quase sempre tinha algo a se fazer pela aula. Mas, por causa do meu trabalho feito pelas coxas, eu me esqueci. E ficaria tudo bem se eu não lesse o email e soubesse que realmente precisavam de mim lá. Fiquei tão mal que me pergunto se eu não estava acumulando pesos na consciência e, no menor deslize, tudo se juntou e desabou sobre mim. Parece que, no final das contas, eu apenas joguei o peso na consciência de lado temporariamente.
Esta história não tem moral da história, mas me mostra que tudo começa com uma mudança, uma resolução, uma esperança. E é assim que desejo começar esse blog.
Conheço bem essa realidade da consciência pesada. A minha solução foi a seguinte: parar de me importar. A situação já passou, peça desculpas e diga que vai aparecer na próxima... Não adianta ficar se culpando e estressando por algo que você não pode remediar. Comecei a desenvolver este tipo de comportamento porque essa coisa de estresse estava me matando. Minha cara tinha pipocado de tanta espinha, eu passava mal antes das minha provas, ficava horas e horas remoendo e chorando pelas coisas que tinha feito errado... Então passei a pensar no meu bem estar.
ResponderExcluirBTW, Duvido muito que você vá tirar uma nota ruim na mono do Doratioto... Eu fiz a minha mega em cima e acabei tirndo uma nota decente. Ele não é tão exigente e tenho certeza que deve gostar de você. Então, relaxa!